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    Assédio


    Adolescentes denunciam empresário de Parintins por assédio no trabalho

    Duas adolescentes de 16 anos denunciaram proprietário de um estabelecimento na cidade de Parintins por assédio no trabalho. De acordo com elas, o homem teria oferecido dinheiro para ambas em troca de sexo.

    Por sofrerem constantes assédios, em menos de uma semana as meninas pediram demissão, tomaram coragem para contar o fato à família e registraram o boletim de ocorrência na 3ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP).
    Por sofrerem constantes assédios, em menos de uma semana as meninas pediram demissão, tomaram coragem para contar o fato à família e registraram o boletim de ocorrência na 3ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP). | Foto: Divulgação

    Parintins (AM) – Duas adolescentes de 16 anos denunciaram proprietário de um estabelecimento na cidade de Parintins por assédio no trabalho. De acordo com elas, o homem teria oferecido dinheiro para ambas em troca de sexo. As informações são do site www.parintins24h.com.

    Uma das menores relatou que o empresário a contratou para trabalhar na loja de propriedade dele e fazer os serviços domésticos na casa. O trabalho seria indicação da amiga que já estava trabalhando com ele há alguns dias. 

    Ela disse em depoimento que os assédios e discursos preconceituosos iniciaram logo no seu primeiro dia de trabalho, durante uma conversa entre os dois. Na ocasião ele teria dito que "pobre não se torna médico, não se torna juiz, que só serve para ser empregado".

    assédios

    Ainda segundo ela, ele perguntou se  ela queria fazer faculdade. A menor respondeu que queria trabalhar para fazer faculdade de medicina. “Ele disse que gostava de dar oportunidade para as meninas de Parintins porque a cidade não dava oportunidade e que ela não precisava estar ali lavando carro, lavando cadeira, cozinhando, passando. "Ele disse que poderia me ajudar de outra forma, mas que eu o ajudasse também, me ofereceu R$ 200 para eu transar com ele, por cinco a 10 minutos. Disse que era discreto, fazia tudo em sigilo, que a esposa dele não sabia”, relatou a vítima.

    A adolescente assustada, recusou. De acordo com ela, descontente com a resposta ele insistiu.  "No decorrer dos dias de trabalho, diversas vezes ele ficava acariciando minhas mãos, beijando meu pescoço e me abraçando por trás, sem meu consentimento".

    A vítima relatou ainda que ele chegou até a oferecer para o filho dele, dizendo que poderia fazer com que os dois namorarem, se ela dormisse com ele. 

    O homem era tão insistente nos assédios, que chegou a mostrar uma sacola cheia de dinheiro em troca de favores sexuais, segundo a menor.

    Outra denúncia

    Outra adolescente de 16 anos, traumatizada, relatou que trabalhava na loja e sofreu os mesmos assédios e ouviu o mesmo discurso de preconceito. “Ele sentou na mesa e me chamou, puxou o dinheiro e disse ‘está vendo isso aqui? É muita gente que deseja isso. Na vida somos igual prego e martelo. Para ele, os pobres seriam pregos e os ricos seriam os martelos. 'Tu tens tudo para vencer comigo, que eu poderia investir em você. Poderia te deixar bonita, te colocar na academia, pagar um curso para você. Você quer ser o quê? ’. A moça disse  que queria ser psicóloga e ele disparou. ‘Está vendo? Não existe curso de psicologia aqui’. 

    Desempenho

    A menina disse que iria vencer com seu próprio desempenho, o que ele teria respondido: " Seria mais fácil se eu pagasse isso para você. Eu respondi que não precisava disso e que tinha pai e mãe. Aquilo mexeu comigo. Chegava em casa e nem queria olhar para a cara da mamãe porque eu tinha vontade de chorar”, disse a vítima, abalada.

    A adolescente relatou que até no dia que ela pediu demissão, o homem ofereceu dinheiro, vida de luxo e que queria investir nela, se eles tivessem relações sexuais. “Eu perguntei dele ‘se o senhor investisse em mim, ia querer o quê em troca? ’. Ele falou bem assim: "eu quero só ficar contigo. Eu disse não cara, não sou puta, não sou mulher de rua. Eu só quis esse emprego para eu ter uma experiência na minha vida, mas é tão difícil", desabafou. 

    Por sofrerem constantes assédios, em menos de uma semana as meninas pediram demissão, tomaram coragem para contar o fato à família e registraram o boletim de ocorrência na 3ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP). O Conselho Tutelar também foi acionado para apurar os fatos.

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