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    Tucumã, Umari e Pajurá: frutas amazônicas com nomes indígenas e sabores exóticos

    Em Manaus é possível comprar e saborear essas frutas em algumas feiras e bancas nas proximidades do aeroporto

    Em Manaus, as frutas regionais são facilmente encontradas em uma frutaria na av. Torquato Tapajós, na saída do Aeroporto | Autor: EMTEMPO

    Bacuripari, Umari, Cajarana, Araticum e Pajurá. Nomes bem estranhos para quem não é nativo da Amazônia, embora alguns amazônidas também não fazem ideia do que são.  Tratam-se de frutas regionais bem conhecidas pelos mais antigos e que, facilmente, ainda podem ser encontradas em Manaus. 

    Para quem não é da região - ou é e não conhece - vamos contar tudo sobre essas frutas que, apesar de seus nomes estranhos, podem ser bem gostosas.

    Leia também: Tucumã, pupunha, buriti: mitos e verdades sobre algumas frutas amazônicas

    Em Manaus essas frutas regionais são encontradas em alguma feiras e, principalmente, nas bancas da avenida Torquato Tapajós, logo após a saída da estrada do Aeroporto Eduardo Gomes (Av. Santos Dumont). Segundo Rosineide Pereira de Oliveira, de 53 anos, conhecida como 'Dona Rosa', a vendedora mais antiga do local, mais de 100 espécies regionais são comercializadas.

    “Todas essas frutas da minha banca são trazidas do ramal do Pau Rosa. Às vezes, chegam algumas que eu não conheço. Mas eu provo para saber se gosto e falo para os clientes”, contou 'Dona Rosa'.

    Pelo local passa gente de toda Manaus, do Brasil e do mundo. As pessoas param nas bancas para conhecer os sabores da região. “O meu carro chefe aqui sempre foi água de coco, pupunha e tucumã. Mas eu vi que as frutas regionais também têm boa saída. Inclusive tenho clientes estrangeiros que pedem produtos, daí eu embalo e mando para eles”, disse.

    A maioria das frutas regionais têm seus nomes derivados de línguas indígenas.

    Nomes esquisitos e seus sabores

    A maioria das frutas regionais têm seus nomes derivados de línguas indígenas. Bacuripari, por exemplo, vem do Tupi-guarani e significa “fruta de cerca”; Cupuaçu, segundo o filólogo Eduardo de Almeida Navarro, também vem do Tupi e significa “grande árvore da abelha”.

    É verdade que são nomes bem esquisitos, principalmente para quem não é da região. Mas no quesito gosto,a situação é bem diferente. Vamos a algumas frutas:

    Amazônicas, mas nem tanto

    Além das frutas acima, há outras que foram introduzidas na região e que se tornaram parte da cultura gastronômica do amazonense.

    Um desses exemplos é a Cajarana, que provavelmente foi introduzida no Brasil pelos colonizadores, uma vez que é originária da Oceania. Atualmente, a fruta está presente principalmente na região Nordeste e na Norte do Brasil. Ela pode ser facilmente confundida com o Umari, porém não possui o cheiro forte do Mari.

    O Araticum também é outra fruta mais comum no cerrado brasileiro e que foi trazida para o Amazonas. Ela é da família da graviola, do biribá e da pinha e é muito saborosa, boa para sucos e cremes.

    Pupunha e tucumã

    Essas duas frutas provavelmente, assim como o cupuaçu, são as mais conhecidas e adoradas pelos amazonenses e pelos visitantes.

    Tanto a pupunha (Bactris gasipaes) quanto o tucumã (Astrocaryum aculeatum) são nativas de regiões alagadas e nascem de palmeiras. A pupunha é uma fruta que precisa ser cozida para ser consumida, principalmente com café preto. Ela é rica em fibras, por isso o cuidado em consumir em grandes quantidades, pois pode causar desarranjo intestinal.

    Já o tucumã não precisa ser cozido. Ele é consumido in natura no famoso sanduíche "X-Caboclinho" feito com pão francês, queijo coalho, banana frita. Os amazonenses adoram essa combinação no café da manhã.

    Durante o ano são aproximadamente 1 mil tipos de frutas vendidas no local. Pelo menos 100 são regionais.
    Durante o ano são aproximadamente 1 mil tipos de frutas vendidas no local. Pelo menos 100 são regionais. | Foto: Gabriel Costa

    Onde encontrar

    Dependendo da época do ano, todas as frutas que listamos - além de outras - podem ser encontradas tanto nas feiras espalhadas pela cidade, como a da Produtor, como nas bancas de frutas da avenida Torquato Tapajós, próximo ao aeroporto Eduardo Gomes.

    Nesses locais é possível degustar as frutas antes de comprar e, com uma boa conversa, conseguir bons preços para experimentar os sabores exóticos da nossa região. 


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