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    Pandemia


    Terceira onda da Covid-19 no Amazonas pode começar em junho

    Em entrevista à imprensa local, o secretário de saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, afirmou que a terceira onda deve começar em 60 dias

     

    Nova onda de Covid-19 deve ocorrer em 60 dias
    Nova onda de Covid-19 deve ocorrer em 60 dias | Foto: Brayan Riker

    MANAUS – A terceira onda da Covid-19 no Amazonas pode começar em 60 dias, afirmou o secretário de Saúde do Estado, Marcellus Campêlo. Em uma entrevista à imprensa local, realizada nesta terça-feira (6), ele declarou que o Governo utiliza um comparativo com o cenário da Europa para “prever” os picos da pandemia no Amazonas – que deve ocorrer novamente em junho. O governador Wilson Lima também reafirmou que se prepara para a terceira onda da doença no Amazonas.

    Não é a primeira vez que o Governo utiliza a situação europeia como “métrica” para o Amazonas. Durante um dos anúncios de decretos estaduais no início de abril, Wilson Lima destacou essa relação.

    “Há a preocupação com a possibilidade de um terceiro pico, isso é real, porque está acontecendo na Alemanha e na França, por exemplo. E por que eu falo isso? Porque toda vez que a situação se agrava na Europa, isso acaba se repetindo aqui no Amazonas", afirmou o governador, na ocasião.

     

    Wilson Lima durante coletiva de imprensa
    Wilson Lima durante coletiva de imprensa | Foto: Divulgação

    Novamente, o governo do Amazonas reforçou a situação, mas sem demonstrar dados técnicos para comprovação. De forma categórica, Marcellus Campêlo citou que “existe um delay de 60 dias entre a Europa e o Amazonas. Mas isso depende muito das medidas que são tomadas, principalmente, em relação ao comportamento social”.

    Algumas das medidas sociais que o secretário de Saúde afirmou serem essenciais para a prevenção, é a utilização de máscara, evitar aglomerações e manter o distanciamento social. Das ações que o governo irá realizar para conter o agravamento da doença no estado, um novo plano de contingência será elaborado.

    "Nós temos um limite físico de leitos. Isso é natural em qualquer rede de saúde. Mas nós estamos trabalhando para manter todas as estruturas. Nenhuma foi desmontada, com exceção da enfermaria de campanha do Hospital Delphina Aziz que é uma estrutura das Forças Armadas e foi desmontada para ser levada para estados mais agravados. O restante da nossa rede, inclusive, o Hospital de Campanha da Nilton Lins, ele permanece instalado", destacou o secretário.

     

    Estruturas de hospitais serão mantidas
    Estruturas de hospitais serão mantidas | Foto: Divulgação

    Wilson Lima, destacando que é inegável que haverá uma nova onda de Covid-19 no Amazonas, informou que se prepara também para um provável aumento no consumo de oxigênio no estado. O assunto foi debatido em uma reunião com a empresa White Martins, responsável pelo fornecimento e abastecimento do gás.

    Número de casos

    Mesmo com a preparação para a terceira onda, Wilson Lima afirmou que, por hora, não irá fechar o comércio e serviços não-essenciais. Com a queda no número de casos, internações e mortes, o governo deve monitorar os dados e alertar os órgãos de vigilância e controle sobre qualquer mudança.

    Até terça-feira (6), 353.929 casos da doença foram registrados em todo o estado e 12.136 mortes foram confirmadas no Amazonas.

    O Amazonas já recebeu 1.178.220 doses de vacinas contra a Covid-19 em 11 remessas. Desse total, já foram distribuídas 1.007.825 doses aos municípios do estado até segunda-feira (5).

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