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    Manifestação


    Vídeo: Moradores de ocupações irregulares fazem manifestação no Centro

    Trânsito teve contenção, objetos foram queimados em via pública e bombeiros tiveram de ir até o lugar. Moradores pedem ajuda e recursos após demolição de casas e dizem não terem local para morar

    Moradores pedem ajuda social por não terem para onde ir
    Moradores pedem ajuda social por não terem para onde ir | Foto: William Souza

    Manaus - Após a demolição de imóveis irregulares realizada pelo Governo do Amazonas na manhã desta quarta-feira (20) no Parque Residencial Manaus, área de abrangência do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim), localizado na rua Ramos Ferreira, no bairro Centro, na Zona Sul de Manaus, moradores da ocupação fizeram uma manifestação na noite de hoje e fecharam aquela via pública queimando objetos no lugar. Eles alegam não terem local para morar e pedem ajuda social. 

    Luciane Gama Almeida, moradora da ocupação irregular contou ao EM TEMPO que a casa dela foi notificada e que deram o prazo para que ela deixasse o local até segunda-feira (25).

    "Não tenho para onde ir após esse prazo. As pessoas que tiveram as casas demolidas não possuem condições de sair daqui. Os móveis estão no chão, alguns amigos ajudam, mas muitos estão sem rumo. Até segunda-feira (25), para onde eu vou? Não mandaram uma ajuda, um assistente social para ver nossa situação. Estamos sem esperança alguma do que fazer. São pelo menos 11 famílias aqui", declarou. 

    Com a manifestação em via pública, o trânsito ficou alterado e o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBM-AM) foi acionado para apagar o fogo. A Polícia Militar também esteve no local para controlar tumultos.

    A ação de desapropriação foi solicitada pela Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), órgão que administra as ações e projetos do Prosamim, após uma denúncia de moradores referente a essa área de invasão.

    O Prosamim realizou a notificação junto às famílias que estavam nos imóveis, por meio do Gipiap, no dia 13 de maio, com o intuito de sensibilizá-las quanto ao risco de desabamento das casas construídas no talude e a irregularidade da ocupação.

    Segundo o Governo do Estado, no ato de notificação, os imóveis estavam em fase inicial de construção, e nesta quarta-feira (20) foram demolidos tão somente os imóveis com essas características. Durante a operação foram demolidas seis casas em construção; quatro imóveis foram notificados para uma futura reintegração de posse; e dez pessoas foram notificadas.

    Em nota, O Governo do Estado destacou que visa atuar para resguardar os investimentos já realizados, para manter a qualidade de vida e a segurança das famílias já reassentadas pelo Prosamim, buscando evitar que as situações de risco anteriores se instalem novamente em virtude do uso inadequado das áreas.

    Veja o vídeo gravado no local da manifestação: 

    Moradores pediram a presença da mídia e de governantes | Autor: Divulgação